Healthtech Cuidas se inspirou em modelo usado no Canadá, Austrália e Reino Unido para levar mais saúde e qualidade de vida aos seus usuários

Criada em 2018, por três colegas que se conheceram nos Estados Unidos enquanto cursavam a universidade, a Cuidas é uma healthtech que tem como principal modelo de negócios o atendimento focado na Atenção Primária à Saúde. A metodologia de cuidados possui um olhar multidisciplinar e integralizado, para entender as necessidades e ações necessárias para cada indivíduo.

“Estávamos trabalhando em outro projeto juntos quando tivemos a ideia de trabalhar em uma solução focada em saúde. Nós já conhecíamos o sistema público e seus entraves, mas queríamos ir além. Depois de muitos estudos e pesquisas, percebemos que, através de um cuidado com a saúde e atenção contínua, é possível reduzir consideravelmente a procura por serviços emergenciais e, na outra ponta, ajudar as empresas a reduzir custos também”, destaca a cofundadora e COO da Cuidas, Deborah Alves.

E os esforços deram resultados. Segundo um levantamento feito pela Cuidas junto às empresas parceiras, o atendimento feito pela healthtech alcançou a marca de 95% de resolutividade, o que poupa uma ida ao PS ou uma abstenção nas empresas. Com a solução, um de seus clientes, reduziu em 43% o custo com consultas eletivas em consultório ou ambulatório, entre os anos de 2019 e 2020.

O atendimento de Atenção Primária à Saúde, além de ser referência em países como Austrália, Canadá e Reino Unido, é também o que conhecemos aqui no Brasil como “porta de entrada” do Sistema Único de Saúde, o SUS. Segundo o CEO e cofundador da Cuidas, João Henrique Vogel, a healthtech tem como principal objetivo reduzir os custos e desperdícios do sistema de saúde, tanto público como privado.

"Quando estávamos estruturando nosso modelo de negócios, tivemos acessos a pesquisas que mostram que o tema de saúde é um dos que mais preocupam os brasileiros, mas é também o tema que recebia menos atenção dos entrevistados. Aqui no Brasil, a saúde suplementar (planos de saúde) é cara e acessada por apenas 14% da população, enquanto o sistema público, é sobrecarregado e muitas vezes sucateado. Foi pensando nisso que criamos uma solução para atender nossos usuários de maneira rápida e eficiente”, pontua o empreendedor.

Após um ano e meio de pandemia, e com os atendimentos via telemedicina como carro chefe da healthtech, a Cuidas tem investido também no atendimento psicológico para os colaboradores das empresas. “Percebemos um aumento nas demandas neste sentido e, por isso, passamos a investir na contratação de profissionais para integrar o time”, afirma Vogel.