A consultoria Newa entende que é essencial ensinar os valores de D&I aos profissionais do gênero masculino, uma vez que estes são maioria em tomada de decisões

Um levantamento do IBGE revela que 54,5% das mulheres com 15 anos ou mais integravam a força de trabalho no Brasil em 2019. Entre os homens, esse percentual era 73,7%. Já na faixa dos 25 a 49 anos com crianças de até 3 anos de idade, o nível de emprego é de 54% para as mulheres que têm filhos e 67% para as que não têm. Para os homens, a ocupação é de 89% com crianças e de 83% sem. A faixa salarial também é diferente: as mulheres receberam 77,7% do montante auferido pelos homens. Entre diretores e gerentes, elas receberam 61,9% do rendimento deles.

Atenta ao cenário, a Newa , consultoria especializada na capacitação de líderes e colaboradores que transforma as organizações por meio da diversidade, inclusão e inovação, recomenda que, além de capacitar as mulheres com os valores, é necessário estender o conhecimento também aos homens. "Historicamente, os espaços de tomada de decisão são majoritariamente ocupados por homens. E quando vamos a treinamentos de diversidade e inclusão, a maioria capacitada é mulher. Mas, não são somente elas que precisam, os homens também precisam desenvolver comportamentos inclusivos para serem humanizados", enfatiza Carine Roos, CEO e fundadora da Newa.

A especialista, que já mentorou mais de 12 mil mulheres ao longo de sua trajetória, entende que os espaços de poder não são inclusivos para mulheres e grupos sub representados. Por isso, na visão dela, os homens precisam de mentoria e precisam ser aliados da diversidade e da inclusão, aptos a redesenhar processos de mudança nas empresas.

Um estudo da Gupy de 2021 demonstra que a demanda por profissionais de D&I teve um crescimento significativo: de 2 para 200 o número de vagas ofertadas na plataforma. Segundo a HRtech, ter uma área de diversidade também passou a ser um atrativo das empresas: das 60 mil vagas publicadas, 10% destacam D&I como um diferencial da companhia. "Mais do que falar sobre diversidade, é necessário efetivamente promover a inclusão nas organizações. Muitas empresas entendem esse novo momento, mas nem sempre sabem como ou por onde começar", pontua Carine.