CTO da fintech Transfeera explica a função das Interfaces de Programação de Aplicativos e sua relevância para o compartilhamento dos dados financeiros, promovendo eficiência e segurança

Versáteis e capazes de integrar vários sistemas, as APIs —sigla que vem do termo em inglês “Application Programming Interface” , em tradução livre “Interface de Programação de Aplicativos” — se mostraram essenciais para a implementação do Open Banking no país. Agora, a tecnologia que reúne instruções e padrões de programação, permitindo a comunicação de duas (ou mais) plataformas, terá mais um desafio pela frente com a chegada do Open Finance. A tecnologia promete revolucionar ainda mais a relação das pessoas, empresas e instituições financeiras.

A evolução natural do sistema de compartilhamento de dados bancários criado pelo Banco Central e que acaba de entrar na sua segunda fase de implementação, agora promete integrar outras áreas do mercado financeiro. Com isso, corretoras, companhias de câmbio, fundos de previdência, entre outras instituições, se unem aos bancos e fintechs para integrar o novo sistema de compartilhamento e acesso das informações  financeiras dos clientes.

Cinco milhões de brasileiros devem aderir ao sistema Open Banking até o final de 2021, apontam projeções da FCamara. Um levantamento da Accenture divulgado em abril mostrou que na sua primeira fase de implantação, em apenas dois meses, foram verificadas mais de 45 milhões de APIs, quatro vezes mais do que o volume registrado no Reino Unido - país pioneiro no lançamento do Open Banking.

De acordo com Rafael Negherbon, CTO e cofundador da Transfeera, fintech de automação de pagamentos, as APIs são as grandes responsáveis para que a comunicação entre as instituições ocorra de forma segura e eficiente. “O modelo Open Banking possibilitou que fossem desenvolvidas diversas maneiras de realizar pagamentos para fornecedores e usuários, tornando as rotinas financeiras mais rápidas e o acesso às informações mais transparentes. Isso se deve principalmente pelas APIs, responsáveis pela integração de serviços inovadores aos sistemas das empresas".

Para o seu cofundador, a Transfeera é um exemplo de fintech que já nasceu preparada para este momento, por ser uma plataforma de gestão e processamento de pagamentos focado em API First e seguindo conceitos como Secure by Design. Com a oferta de controles rígidos para verificação da identidade do usuário, como OAuth e acompanhando especificações reconhecidas mundialmente como FAPI (Financial-grade API), a empresa garante a entrega e o correto funcionamento da integração da API, assegurando a integridade, disponibilidade e segurança dos dados e serviços disponíveis.

"Assim como o Pix, o novo sistema chega para acompanhar a revolução do mercado financeiro, oferecendo mais vantagens para o cliente e instituições financeiras. Como se trata de uma inovação, é comum que as empresas tenham receio, mas a integração de uma API dentro do ecossistema do Open Finance é tão segura quanto o internet banking. Isso porque possui uma série de controles de cibersegurança para mitigar o risco de acessos não permitidos, como a RSFN (Rede do Sistema Financeiro Nacional) e certificados mTLS”, finaliza.