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As Startups e a Gestão de Pessoas têm muito em comum, afinal cada empresa possui um problema diferente, e por isso o RH tem uma folha em branco a ser preenchida, não uma receita a ser seguida e isso é 100% startup - uma nova empresa não segue o manual, ela constrói o caminho o tempo todo. A transformação da Gestão de Pessoas depende de reescrever os caminhos a partir dos problemas que surgem.

Os últimos 12 meses empurraram o RH das empresas para uma espécie de digital compulsório. Esse movimento foi gerado por vários fatores, como a necessidade de manter grande parte da equipe em trabalho 100% remoto devido a pandemia. E com isso, as empresas de RH estão com um grande questionamento: Em como preparar as empresas para um futuro pós-pandemia?

Essas e outras reflexões, Marcelo Furtado, especialista em RH e também cofundador da Convenia, empresa com soluções para tornar os mais digitais de RH em um futuro pós-pandemia, traz em artigo exclusivo.

Qualquer dúvida, fico à disposição.

Abdômen,

Ana Clara Hauy



Como o RH pode preparar as empresas para o futuro pós-pandemia?


Os últimos 12 meses empurraram o RH das empresas para uma espécie de digital compulsório. Esse movimento foi criado por vários fatores, como a necessidade de manter grande parte da equipe em trabalho 100% remoto; a mudança da lógica de “ficar de olho no funcionário” para uma de “capacitar a equipe para gerenciar seu tempo” e a requalificação das equipes para lidar com uma sociedade que sairá da crise muito diferente do que entrou.

Neste momento de crise, ficou evidente a importância de mudar. Uma pesquisa realizada pela KPMG sobre o digital nos negócios e a reinvenção do Recursos Humanos mostra que 69% dos executivos entrevistados acreditam que o RH corporativo precisa se reinventar completamente para lidar com os desafios que virão.

Essa pode ser uma grande oportunidade para colocar os Recursos Humanos no centro das estratégias das empresas. Mas como o RH digital pode ajudar a preparar a empresa para o futuro pós-pandemia e contribuir para o crescimento dos negócios?

A resposta começa em uma mudança de mentalidade do próprio RH, que precisa ir além de funções burocráticas e ser mais propositivo. Com base no entendimento das dificuldades estratégicas do negócio, e utilizando dados para embasar a tomada de decisões, é possível ir além da automação de processos e ocupar “um lugar na mesa” a partir de questões como aumento de desempenho e desenvolvimento de uma cultura digital para todo o negócio.

O RH solucionador de problemas

Muito tem se visto que o digital nos negócios tem fortalecido alternativas de trabalho, como o home office . Nesse conceito, o trabalho precisa deixar de ser medido pelo cartão de ponto ou por uma pesquisa de clima, para ser avaliado a partir da entrega eficiente de projetos. O resultado muito positivo é levar o profissional de RH a ter uma mentalidade de entregar resultados mensuráveis ​​e, a partir daí, incutir essa visão em toda a companhia.

Em termos práticos, uma mudança completa: o RH deixa de contar como horas extras que cada funcionário chegou e passa a se preocupar com a qualidade do trabalho, com a eficiência nas entregas e com a premiação de quem gera inovações que trazem resultados palpáveis.

Não é uma mudança simples. Para fazer isso, por exemplo, é preciso identificar quais são as dores reais do negócio - o que significa entender quais são os clientes. Para avaliar os resultados, é preciso identificar algum problema e estabelecer métrica para acompanhar a solução. Será que se sabe, hoje, identificar quais são os problemas mais importantes para a empresa?

A questão mais importante deixa de ser o cartão de ponto ou a distribuição dos benefícios e passa a ser como fazer a empresa vender mais. É olhar a estratégia e responder aos seus aos desafios.

E como a tecnologia está aí à disposição para automatizar as questões mais operacionais dos negócios, os profissionais de RH passam a ter um perfil muito mais analítico, voltado a testes e aprendizagem, do que o executor de rotinas já deve. Esse novo profissional precisa ser um solucionador de problemas, capaz de trabalhar com grupos diferentes e diversas ferramentas para gerar respostas que transformem o negócio.

Tudo nasce na cultura

Atualmente, o RH tem dois caminhos para resolver problemas. O primeiro, que não é o ideal, é conseguir coletar informações e transmitir esses dados para que outra área entenda como aquilo que se encaixa à realidade do negócio. O segundo caminho, que é a melhor opção, faz o RH assumir a responsabilidade por criar hipóteses em cima dessas informações e testar essas ideias até encontrar uma solução para o problema.

Isso exige uma nova mentalidade. Por isso, o digital nos negócios deve começar por uma cultura digital, e não pela digitalização de processos. Essa cultura está baseada em alguns pontos fundamentais para o sucesso das empresas:

  • Foco no cliente: uma empresa que não está focada na necessidade dos clientes se torna irrelevante muito rápido. O RH precisa liderar esse foco, treinando equipes para atuarem dessa forma e identificando pontos de melhoria a partir das questões importantes de negócios.
  • Proatividade, testes e aprendizados: não adianta esperar que alguém traga o problema pronto para ser resolvido. O ambiente corporativo precisa ser cada vez mais parecido com o de uma startup : ideias, insights sobre as dores dos clientes e hipóteses sobre como resolver. A partir daí, realizar os testes dessas hipóteses até encontrar respostas válidas e que podem ser usadas em grande escala. O RH precisa ser ativo na solução de problemas.
  • Medir e entregar: só se conquista uma posição estratégica com base em um modelo de pensamento mais analítico. Uma área de vendas sempre precisa dessa mentalidade, pois tinha ferramentas para reduzir o impacto de suas ações no negócio. Hoje o RH também consegue avaliar. É hora de partir para entregar resultados.
  • Abraçar a mudança: o RH sempre viveu em meio a critérios bem definidos, rígidos. Não mais. Fazer as coisas do jeito de sempre não garante resultados excepcionais. É preciso repensar os negócios. O RH, com as linhas de custo mais importantes das empresas (salários e benefícios), precisa ter voz ativa e mudanças proporções na gestão das equipes com foco em resultados.

Em um momento de transformação de negócios, especialmente em meio a uma crise como a começamos a viver em 2020, é normal sentir insegurança. A saída é enfrentar de frente os problemas, buscando soluções criativas para eles.

Trazer pessoas com outras formações para criar perspectivas diferentes sobre seus problemas é um caminho importante nesse processo de inovação. Na Convenia , por exemplo, quando passado a discutir a experiência dos colaboradores ( Employee Experience ) se saiu da perspectiva de cargas, ganhos e benefícios e especialidades em Experiência do Cliente . Afinal de contas, o colaborador também é um cliente.

Essa “reformatada” de visão foi importante não apenas para dar uma nova perspectiva, mas também para entender que esse é um processo que não tem vim. A mudança chegou e é para sempre. O exemplo do trabalho remoto pandemia é muito significativo: todos tiveram que se adaptar e, acredite, não se voltará mais àquele estado anterior.


Fundada em 2012 pelos sócios Marcelo Furtado, Rodrigo Silveira e Anderson Poli, a Convenia é uma HRTech com soluções voltadas para otimização de tempo e custos de pequenas e médias empresas. O objetivo é trazer alta tecnologia para o setor de RH, de forma acessível e prática, automatizando rotinas operacionais e destinando o tempo do RH para as pessoas. Atualmente, os produtos abrangem admissão digital, férias e gestão de colaboradores, onde se pode gerir todos os funcionários em um único sistema em nuvem.

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