Segundo líder global em ciência de dados do consumidor, os novos hábitos que surgiram em meio a pandemia não vieram para ficar

A dunnhumby, empresa global líder em  ciência de dados do consumidor, vem acompanhando os efeitos da pandemia no varejo e as consequências em relação aos novos hábitos dos consumidores ao redor do mundo. Segundo estudo recente promovido pela companhia, 39% dos brasileiros estão fazendo suas  compras online, em julho de 2020, esse número representava 45% do entrevistados. Os dados indicam leve aumento no número de brasileiros que estão voltando, gradativamente, para as lojas físicas.

Os novos dados indicam que a tendência pelo online talvez não tenha vindo para ficar. Isso porque o estudo recente da dunnhumby confirma as informações apuradas pela companhia em julho de 2020, quando 33% dos brasileiros disseram que não pretendiam manter o hábito de compras online. Esse comportamento pode ser reflexo de alguns fatores, como o bom desempenho por parte dos varejistas com o higienização e controle da pandemia - cerca de 53% dos consumidores pesquisados aprovam o desempenho do varejo nos últimos meses - e apontam estar mais satisfeitos com o controle da pandemia por parte das lojas do que do próprio governo.

Ainda assim, parte das compras tendem a migrar definitivamente para o ambiente digital, ainda que os dados indiquem a importância do varejo continuar investindo em boas experiências nas lojas físicas - uma vez que os  consumidores seguem buscando estabelecer uma relação humanizada com as marcas. O estudo indica que a comodidade proporcionada pelas compras online não superam a interação mais pessoal do consumidor brasileiro com as lojas.

No estudo anterior promovido pela dunnhumby,  que analisa transações de mais de 1 bilhão de shoppers ao redor do mundo, outros tipos de compras que promoviam essa interação estavam se destacando no Brasil, como o WhatsApp. “O aplicativo gera uma proximidade com o consumidor, principalmente para quem prefere ter um contato pessoal com as marcas”, conta Flávia Villani, head da dunnhumby no Brasil.

Olhando para o futuro, o estudo indica algumas mudanças, principalmente em relação aos  diferentes tipos de consumidores brasileiros em seus novos hábitos de compra, categorizando-os em quatro tipos de clientes:

  • O cliente atento: representa cerca de 25% dos consumidores do País. Sensível a preço, mas procura tomar as melhores decisões se informando antes de ir às compras;
  • O cliente sensível: foca em preços baixos acima de outros fatores e busca o melhor valor agregado para cada produto, representa 25% dos consumidores brasileiros;
  • O cliente luxo: busca qualidade em seus produtos e costuma consumir nas lojas próximas a sua residência. Forma 22% dos consumidores;
  • O cliente habitual:  segue com seu comportamento habitual e está pouco atento aos preços e promoções. Representa 28% dos consumidores brasileiros.

Mesmo com os diferentes comportamentos, um fator que segue unânime entre os consumidores brasileiros é a percepção com relação aos preços.  O último estudo promovido pela dunnhumby indica que 65% do pesquisados identificaram um aumento nos preços dos produtos. Essa percepção segue oscilando  desde maio, quando 59% dos brasileiros afirmaram ter percebido aumentos. Em junho, esse número havia ficado em 50%.

Para Flávia, o grande desafio agora está nas estratégias que o varejo em geral terá que adotar para entregar valor para o consumidor, escolhendo uma estratégia de preços equilibrada, criando novas oportunidades de relacionamento e soluções de fidelidade, além de proporcionar experiências inovadoras e personalizadas para os seus clientes.