Para a consultoria Newa, dados reforçam a necessidade de inclusão desses profissionais no mercado de trabalho

O Brasil possui mais de 45 milhões de habitantes com algum tipo de deficiência. O número corresponde a cerca de 25% da população. Apesar disso, o país conta com apenas 1% das vagas de empregos formais ocupadas por esses profissionais, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês em que se comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, os dados reforçam a importância da diversidade e inclusão nas empresas para o acolhimento destes profissionais.

“Pessoas com deficiência (PcDs) encontram inúmeras dificuldades ao procurarem uma vaga de emprego. Um dos principais empecilhos é, justamente, o preconceito e a ignorância do contratante”, comenta Carine Roos, CEO e fundadora da Newa, consultoria especializada na capacitação de líderes e colaboradores que transforma as organizações por meio da diversidade, inclusão e inovação.

Atualmente, menos de 10% dos profissionais que têm algum tipo de deficiência ocupam postos de liderança nas organizações, segundo pesquisa realizada em 2019 pela Santo Caos, consultoria de engajamento por meio da diversidade, em parceria com a Catho, portal de vagas de emprego.

“A inclusão tem a ver com proporcionar um ambiente com oportunidades iguais para todos. Não é possível criar inclusão nas organizações sem a participação dessas pessoas”, afirma a especialista em diversidade e inclusão.

Um dos principais instrumentos de garantia dos direitos das pessoas com deficiência, a Lei de Cotas (8231/91) completou, no mês passado, 30 anos de vigência. Apesar de avanços já conquistados, ainda não estão preenchidas 47% das vagas que por lei deveriam ser destinadas a esses profissionais nas empresas. Hoje, a lei reserva de 2% a 5% das vagas nas corporações com mais de 100 funcionários a esse público.

Para que esta realidade seja transformada, a CEO comenta alguns pontos de atenção: “é preciso promover uma cultura que valorize as diferenças. Precisamos tratar o tema de forma estratégica, a fim de promover ações que, de fato, tenham uma inclusão produtiva dessas pessoas. Nenhuma organização se torna diversa e inclusiva do dia para a noite. É necessário intencionalidade, engajamento, capacitações e sensibilizações de líderes e times, para que se construa um ambiente saudável para todos”, finaliza Carine.