Hérida é empreendedora e vende roupas em lives que são cada vez mais populares

Hérida Caroline da Costa atualmente tem 27 anos e vive em Curitiba, onde é dona de empreendimentos de sucesso. Mas ela é natural de Belém do Pará e sua história, para chegar onde está hoje, é digna dos contos de fadas da infância.

Em um dia comum de muito calor, Hérida trabalhava como recepcionista em um hotel e, sem o menor conhecimento do que se tornaria, seu futuro marido estava viajando a trabalho e ficando no hotel onde era empregada. Nada aconteceu, até um ano depois, quando se reencontraram. Hérida já não trabalhava no hotel e ele era empreendedor. Seu filho, Kaue, nasceu no ano seguinte, mas nem tudo eram flores. Ela teve depressão pós-parto e não sabia como se reencontrar. Sempre trabalhou com carteira assinada e tudo que sabia era a segurança que um emprego no regime CLT proporciona.

Hérida nunca sonhou em ser dona do próprio negócio, mas seu marido acreditava nela. Seu primeiro empreendimento se chamava ‘Flor da Amazônia', uma loja de biquínis que não teve muito sucesso. Tentou, então, uma tendência do mercado da moda, os Bucket Hats, chapéu de pescador ou muito conhecido como chapéu do Seu Madruga. Ela vendia para atacado e em um mês faturou 15 mil reais.

“Aquilo para mim foi extraordinário, porque eu, que era uma funcionária ganhando um salário mínimo por mês e em 30 dias ganhar uma quantia enorme, foi deslumbrante. Eu lembro que eu dizia para mim mesma: ‘Não é fácil, mas eu quero isso para minha vida’. Eu coloquei minha fé em Deus e segui em frente para realizar meus sonhos,” relata Hérida.

Hérida fez seu marketing e networking, participou de feiras, colocou seus produtos em brechós e insistiu no seu negócio. Então veio a pandemia. Isolada com sua família em um apartamento, o desejo de mudar do Pará para Curitiba era intenso e se tornou realidade. Sua sogra vendeu a Hérida um lote de roupas a $100, onde ela faturou $800. Realizou isso por meio de outra empreendedora que fazia lives do Instagram vendendo roupas por uma porcentagem das vendas. Os olhos de Hérida brilharam, pois mesmo com os custos, ela acabou lucrando $500. “Quem faz $500 em um dia? Com certeza não eu que ficava atrás de uma mesa atendendo clientes o dia todo. Foi mágico”, conta ela.

Hérida, então, começou seu novo negócio. Garimpou e buscou peças que pudessem ser atraentes para quem assistisse suas lives. Sua ficha caiu quando, em um grupo, uma mulher, que simpatizou com sua situação e anunciou que possuía cinco caixas de roupas para ela vender. Naquele momento ela ainda pagava uma porcentagem para outra pessoa vender as roupas na live.

Mais estabelecida no mundo de empreendedora, Hérida é convidada por uma instituição para fazer parte de uma live beneficente. Hérida esperava vender $300, mas vendeu $2000. Isso a impulsionou a aprender a fazer as próprias lives, onde outras pessoas enviavam os objetos para ela vender.

Seu nome começou a ganhar notoriedade, e hoje o Desapega com Hérida dá prioridade para lives de desapego para pessoas que estão de mudanças e precisam deixar tudo para trás ou um familiar que faleceu e é necessário se desfazer das roupas. Para retribuir as gentilezas que recebeu, Hérida também faz lives beneficentes para ajudar ONGs e instituições.

As mulheres perceberam há muito tempo que podem ser donas do próprio negócio, garantindo seu crescimento econômico. Quase metade das empresas abertas desde 2020 no Estado do Paraná são tocadas por mulheres. De acordo com dados da Junta Comercial do Paraná, em 2023, mais de 20 mil mulheres iniciaram um empreendimento e Hérida é uma delas.

Serviço: Desapega com HERIDA
Hérida Oliveira
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